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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Avante

Avante

Sentir o dragão
Não volte mais
Pois aqui mudou
Tentei absorver
Mas foi inerte
Não teve mudança
Eu vi tudo continua
Como dantes, avante
Sal e açúcar um levante
Mas não para voltar
Para trás nunca, por isso
Avante
Deixar a chuva passar
Violar o jardim novo
Correr até alcançar
Como girassol procurar
O iluminado vestígio
Dos cata-ventos e moinhos
Das cores do bom vinho
Ao vestido transparente
Não vou ficar doente
Quero continuar, avante
Não volte aqui, passou
Não aproveito

Ulisses Reis®
18/02/2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Esta acabando

Esta acabando

Vem erótica e domina
Vem e exorciza e combina
Com a morte do lado certo
Onde não haverá demora
Nem fila de espera
Caminha pelo vale
Não da sombra, mas do norte
Então me desliga e eu te sigo
Vamos dançar um house
Ladeira abaixo lá no fundo
Que seja quente e difícil
Quem venha à senha e a hóstia
Prefiro tudo ao seu tempo
Com hora marcada e calma
Sem derramar nada, sem dor
Que seja pelo feitiço do amor
E essa musica tocando
Como um prenuncio avisando
Que a balada esta quase no fim
Mas foi invernal e putano
Foi gloriosa e safada
Essa noitada muito prolongada
Uma hora chegava ao fim
Pelo visto tem mais um tempo
Nada de muita musica, mas descanso
Quem sabe mais uma festa e uma besta
Na porta me esperando

Ulisses Reis®
18/12/2011

Para Eu

sábado, 17 de dezembro de 2011

Gatilho

Gatilho

Fiquei com saudades dessa Loba
Que a cada dia se transforma
Ela se tornou de anos para cá
O diamante que reluz e tem dureza
Que não se quebra e tem uma beleza
Como é bom ver que nada mais impede
Que essa mulher belíssima hóspede
Dentro de si mesma os valores
Aqueles que tem e agora mostra alteza
Sabe como falar, e sabe fazer calar
Não deixa mais ruminante no ouvido
Pois não tem mais tempo de queda
O céu se torna o limite, Paris enjoa
Mas nada como uma reunião corriqueira
Na cidade do nosso vizinho, um bom vinho
E olhe que em Buenos Aires e bate volta
Então fico maravilhado em ver ela vencer
Tem luta mais isso ela tira de letra
Foi com isso que conquistou e com labuta
Então Loba faceira, Loba que encanta
Você é tudo que precisa e vira mais brilho
Na vida de uma mulher inteira que tem mira
Bala na agulha e um gatilho certeiro

Ulisses Reis®
17/10/2010

domingo, 11 de dezembro de 2011

Seduz Poliglota

Seduz Poliglota

Seduza e induza com os olhos
Mas não deixe mostra na boca
Nesta linha bem cor de rosa
Mata e conduza tua libido
Você assim exibida enrosca
Nos pensamentos impuros aposta
Seduza desse jeito com renda
Champagne que segura sardas
E na sedução é pimenta rosada
Que olhar pontiagudo atravessa
Como um petardo ou flecha
Cabelos, olhar e boca acerta
Na mira de quem tu afeta
E como loba e wicca, desconserta
Como alfa de alcatéia devora
Como feiticeira leva na alcova
E juntas desmancha e derrete
Quem cativo e seduzido tu prova
Degustando os sentidos que brota
Da tua sedução que é poliglota

Ulisses Reis®
10/10/2011

Para Cristiane “Zélia”

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Saborosas

Saborosas

Tenho saudades dos poemas
Da felicidade de lhe ver
E saber que sabe muito bem
Viver
E ao escrever revela tudo
O que te habita na essência
Assim venho lhe deixar
Tudo de melhor num desejo
Que continue a inspiração
A te espreitar e reinar
Assim que o vento lhe beije
Mesmo que seja no meu lugar
Então saberemos que o alento
Vem para ti como balsamo
Eficaz e deixar-te feliz
Pois sabe bem que é mulher
Com dengo e as letras saborosas

Ulisses Reis®
03/10/2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Monge hermético

Monge hermético

Bem rápido e muito cedo
E muito no âmago descobri
Que não me conhecia e agora
Sei literalmente que não
De mim e nem quem sou
E descobrir eu vou, com o tempo
Por isso o deixo lá trás de longe
Onde eu devagar esmiúço esse monge
Que sou hermético a mim mesmo
E declaro que ainda eu o almejo
Para saber e ter a certeza que sou
De mim para esse grande mundo
Um ser diminuto e inspirado
Pelo fato de não saber de nada

Ulisses Reis®
28/11/2011

Para Eu

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Bolinar no porto



Bolinar no porto

No porto espero a chegada
Mas só vejo os outros indo
Partindo e devorados no mar
De longe vão sumindo em par
Nos meus olhos águas a molhar
Pois não é a saudade a ficar
Mas sim à vontade de vislumbrar
A entrada neste meu grande porto
Ta chegando e ao aportar
Um grande abraço quebra costela
E na boca um ato insano de beijar
Sem nada a dizer só sentimento
Que explode de felicidade impar
E de mãos dadas e sorriso largo
A pintura se completa na forma
De dois corpos deixando o porto
Caminhado em terra firme a bolinar

Ulisses Reis®
28/11/2011

Para EU

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Verve Liquida

Verve Liquida

Diante do espelho reflexo
Na reflexão um recorte
E as pintas a ação
Do tempo e da vida
Vida que se reflete
Em esquadro e quadros
Em cores e bons sabores
Elaborados pelos desejos
E enfeitados pela luxuria
Onde anda a mulher fogosa
Onde esta a menina sapeca
Que rebate com força e aquece
E agora por pouco adormece
Mas tem centelha de fogueira
E saber de bruxa faceira
E quer reeditar toda a beleza
Como liquido que se molda
Em arder e fazer a verve viver

Ulisses Reis®
24/11/2011

Para Lu

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Chuva virtual

Chuva virtual

Chuva que lava e leva
Chuva que é leve e lama
Que me molha e lava
Que na lama leve
Leve minha’lma mole
Da lama e queime lava
Chuva que cai e escorre
Lavando e levando alma
Queimando entranhas
Que agora são estranhas
Escorrendo na lama
Que na saudade lava
E na alma reclama
Quer essa chuva leve
Com água e lagrimas
Da alma em chamas
Lava, leve, lama breve!

Ulisses Reis®
20/12/2010

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Páprica

Páprica

Quero salada e vida
Quero alimento, não comida
Quero saber e afeição
Quero curtir  aberração
Quero solidificar a solidão
Quero paz e felicidade
Não irregularidade
E sim sobriedade
Quero pimenta atrevida
Quero sabores e aventura
Quero você doçura
Quero um minuto a mais
Quero solução pratica
Quero páprica
Não parábola
E sim parabólica
Quero vida com salada
Quero morango agora
Quero também amora

Ulisses Reis®
21/11/2011

Para EU

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Canibal

Canibal


Deixe-me beber tua doçura

Agarro tua ternura

Como teu coração

Com um pouco de almeirão

Nada tem razão

Ser não me faz recordar

Antropofágico te consumo

Já bebi teu mel

Fui ao céu

Teu coração salada

Vi tua fada

Às vezes estou louco

Você em pedaços poucos

Mas de tudo sou soluço

Engasgo tua asa

Mata minha fome

E me ama

Assim desde moço

Procuro tua casa

Hora do almoço


Ulisses Reis®

11/03/2008

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Anjinho sapeca

Anjinho sapeca

Face rosada
Boca molhada
Beijo rasgado
Andar felino
Coisas de menino
Vendo moça passar
Peitinho ajeitado
Sorriso safado
Puxando blusinha
Cobrindo umbigo
Barriquinha fresca
Coisas de menino
Azarando a moça
Sainha curta
Coxas a mostra
Anjinho sapeca
Menina moça moleka
Coisa de deixar
Menino e homem
Louco

Ulisses Reis®
24/04/2009

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Anjo SeDutoRa

Anjo SeDutoRa

Bateu uma saudade daquela
De arrastar–te e beijar tua boca
Bateu uma saudade enorme
Abraçar e te pegar no colo
Sinto tua falta tu és bela
Eu compulsivo sou fera
Vim matar a saudades beijar
E sem fôlego alisar teu corpo
Revendo a geografia e as linhas
Das tuas curvas maravilhosas
E você toda sorridente saborosa
Deixa eu grudar de forma erótica
E assim com o desejo e a libido
Vem você agora muito desinibida
E faz pose de mulher atraente
Cai no meu pescoço e crava os dentes

Ulisses Reis®
03/11/2011

Para SeDutoRa Anne

sábado, 5 de novembro de 2011

Auto-gestão

Auto-gestão

Quero sentir tudo o vento o sol
Tua blusa cheia ou caída ao chão
Ficar de bobeira, caneta na mão
Deixar sentir o pulsar do meu coração
Sonhar e sonhar um montão
Com o seguro de vida, a paixão
Não aquele de só um instante
Mas sim coisa de união e não desgastante
Febril e viril, coisa de pele vibrante
Onde cada dia seja o último, um segundo
Para dizer olhando fundo, toda a emoção
Nada de deixar de amar, deixa o feijão queimar
Não ligue para chuva vamos nos molhar
Pois amanhã morreremos sem a sensação
De fazer cada coisinha que parece besta
Mas na realidade trás um beijo e muito quente
A vida ao sentir os pés no chão frio, água corrente
Tudo se pode depois, menos o sentimento sem razão
Não vou me policiar, vou enfrente
Quero tudo sem nenhuma corrente
Do pensamento socialista as contas capitalistas
Minha auto-gestão é puro anarquismo
Daquele sem infringir o vizinho nem o parente
Da nossa vida cuidamos nos, me beija e fecha a porta

Ulisses Reis®
12/12/2009

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Casa do vestido


Casa do vestido


Aquele

Beijo

Vestido

Tocou!

Chegou

Depressa

Não

Inflamou!

Corpo

Sossega

Segredo

Agrega!

Escuta

A boca

Beijar

Carne

Devora

A vida

Insana

Bate

Longe

E implora!

Fazenda

De pano

Abandona

Irada

Ouro desejado!

Pedinte

Perversa

Sem paciência

Chorando

Disfarça

E escuta

O pai!

Desce

Degraus

Acha

Demônios


Aplaca

Tuas vontades

Rindo

Satisfaça

Tua fúria

Ruim

Goza

Não espera!

Devasso

Pecado

Abobado

Chegavas

E olhos

Ignorava

Perigo

Desse

Marido

Mudo

Baixinho

Corcunda!

Agora

Se livra

Do vestido

Imundo

Perdido

Ai no

Chão

Tava

Com

Cara

De suor!


Ulisses Ries®

27/12/2008

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Abraço Viril

Abraço Viril

Vim abraçar, mas de um jeito
No qual você sinta o tremor
De saber que um homem
Que te aprecia, aperta e desafia
Que esse abraço faça o coração
Bater um pouco mais forte
E prenuncie que o desejo presente
Não é só de um abraço fraternal
Ele te envolve e se mostra carnal
Então seja um ser em festival
Que teu sorriso expresse a libido
De estar nos braços desse atrevido
Que vem revelar o grande apreço
Para essa mulher de boca rosada
Que é madura, gostosa e sei fogosa
Mas que tem todo um lado tímido
Que se apresenta faceira e menina
Mas despertada vira lânguida e fera
Que quer uma mão viril a deslizar
Pelo corpo que decola quente e febril
Agora apertada contra meu corpo
Sinta o calor e o tesão que provoca
E só falta respirar no beijo que afoga

Ulisses Reis®
20/10/2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Morta

Morta

Vem me toca com mão meu rosto
Preciso hoje sentir o calor e afago
Estou aos poucos desistindo de tudo
Sei que vou e como um balão, apago
Vou ficar a esmo flutuando sem casa
E nesta moradia sem mais causa
Aos poucos deixo e devagar repouso
Mas fico pensando em que poderia
Eu ter feito naquele delicioso dia
Serei a esquerda a direção ou o sentido
Ali no momento mágico e devido
Fiquei sobre meu próprio corpo
E ele era inerte e totalmente aturdido
Não havia ferimento só ruim sentimento
De tempo muito perdido e violação
Do mais sagrado templo meu corpo
Agora o deixo devagar com preguiça
Não quero mais do que muito desperdiço
Nos beijos loucos e muito atrevidos
Na moço morta e linda adormecida

Ulisses Reis®
25/10/2011

Eu